
Crónica
Paula Bacelar
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Paula Bacelar
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EditorialJácome Armas
Colaboradores:
Capa: Nuno Brito e Cunha com foto de Vergílio Ferreira
Artes Plásticas: Ana Correia, Pedro Monteiro
Cinema e Teatro: Fernando Nunes
Música: Victor Rui Dores
Gatafunhos: Tomás Silva
Auróscopo: Aurora Ribeiro
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A Associação Cultural Fazendo organiza partir de Setembro do presente ano até Junho de 2011 um ciclo de exposições dedicadas a jovens fotógrafos naturais ou residentes no Faial. Tem-se como objectivo com este ciclo dar a conhecer, em formato físico e em espaços públicos, o trabalho dos vários talentos emergentes nesta área quer sejam amadores ou profissionais.
Para além da necessária residência (pelo período de pelo menos 9 meses) ou naturalidade na ilha do Faial os proponentes não devem ultrapassar os 39 anos de idade até ao primeiro dia de Junho de 2011. As exposições serão individuais pretendendo-se que cada uma ocupe um lugar diferente da cidade da Horta durante sensivelmente um mês.
Poderão tomar o habitual formato de exposição ou ser mostradas sob a forma de uma instalação, e ter lugar quer em espaços fechados ou na rua.
Todos os interessados deverão enviar um portfolio digital (min. 5 fotografias) e uma pequena biografia para vai.se.fazendo@gmail.com. Em caso de existência de uma temática ou conceito para a exposição deverão também fazer acompanhar a proposta de uma descrição do projecto.
zendoPics #1
Mulheres
Catarina Krug
"Mulheres" é o título da primeira exposição de Catarina de Noronha Krug Marques da Silva. Nascida na ilha do Faial a 7 de Novembro de 1989 tornou-se uma apaixonada pelas artes, nomeadamente a música/dança, pintura e a fotografia, e pela natureza. Em 2009 ganha o 1º prémio de pintura e o 3º prémio de fotografia do concurso Porto PimTado e em 2010 recebe o 2º lugar de fotografia no concurso "The Urban Pet", organizado pela Cesman-Hill's.
É desde 2007 estudante de Medicina Veterinária.
Pode ver as fotos on-line em http://olhares.aeiou.pt/


Crónica
Fazendo - Capítulo II
Com este número do Fazendo encerra-se o segundo capítulo desta estória colectiva. Não vamos a banhos mas aproveitamos a época estival para preparar a próxima etapa dum percurso conjunto cada vez mais sólido. Solidez que resulta da crescente pluralidade de vozes que tem decidido embarcar nesta aventura potenciando a multiplicidade de informação partilhada, permitindo uma discussão mais ampla e mais abrangente, e contribuindo assim para uma melhor reflexão cultural e social orientada para o desenvolvimento local e regional.
Estória, dizíamos no início, porque até fazer parte do passado, e constituir história, a inscrição dos acontecimentos no tempo é o resultado de uma acção colectiva com capacidades transformativas alimentadas pela imaginação. À nossa dimensão, assumimo-nos como um catalisador dessa imaginação que alimenta a mudança (ou, porque não, a sedimentação) e que ajuda a construír uma sociedade que se quer mais consciente e mais equilibrada.
Neste percurso, e fruto da nossa inocência, temos também um sonho (diz o poeta que comanda a vida e nós acreditamos): o sonho de quinze mil pessoas - mais ou menos - a participar na escrita desta estória.
Esperamos vê-lo em Setembro.
Pedro Lucas
Colaboradores:
Capa: Aurora Ribeiro
Música: Pedro Monteiro
Teatro e Cinema: Fernando Nunes, Samuel Andrade
Arquitectura e Artes Plásticas: Ana Correia, CMH, Margarida Madruga, Rita Braga
Literatura: Luís São Bento
Ciência e Ambiente: Sara Soares, Sofia Matros, Tomás Silva
Gatafunhos: Tomás Silva
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Crónica
Pelo Movimento da escrita
Iniciativas relacionadas com a escrita e com a leitura são sempre bem-vindas na nossa Região, como em qualquer outra parte do país e até do mundo.
Foi com essa linha de pensamento que a Associação Ilhas em Movimento (AIM) (www.ilhasemmovimento.blogspot.com) resolveu criar um concurso literário.
A ideia surgiu de uma conversa casual entre os membros da associação. Deste momento de palavras soltas nasceu o I Concurso Literário “Letras em Movimento”. O nome veio do Presidente da AIM, Ricardo Pacheco, que, tal como os outros membros, entende que esta arte deve ser um movimento frequente e desejado por todos os açorianos.
É verdade que já existem concursos dentro desta linha de trabalhos, mas quanto mais oportunidades, mais talentos. Assim sendo, a AIM criou este projecto para todos os açorianos, residentes nos Açores e açorianos que vivam fora da Região. A referida associação acredita que os talentos açorianos são uma mais-valia para o Arquipélago, o que a leva a despoletar actividades desta índole.
Além disso, é importante salientar que o concurso também está ligado à luta da AIM contra o analfabetismo e contra a iliteracia. O objectivo da AIM é levar as pessoas a escreverem mais, a lerem mais, a serem mais criativas.
A motivação dos concorrentes deve ser, além do gosto pela escrita, a possibilidade de editar o trabalho vencedor ou então receber um prémio monetário no valor de 500 euros.
Esta iniciativa tem como parceiro o EscreVIVER (n) os Açores, sendo o mentor do projecto, Pedro Chagas Freitas, e a coordenadora local do projecto, Patrícia Carreiro, júris do referido concurso. O terceiro membro do júri ainda está por confirmar, mas a organização tenciona que seja um escritor açoriano.
No regulamento do concurso pode se ler que a AIM tem como objectivo levar a escrita açoriana mais longe, fomentar e consolidar hábitos de escrita e de leitura, promover a criatividade e a imaginação e divulgar novos autores açorianos.
A associação estipulou um limite a nível de idades para os concorrentes, como habitualmente acontece nestes casos. Assim sendo, podem concorrer interessados com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos. O limite da idade foi aumentado, uma vez que muitas pessoas com idades fora do pedido mostraram interesse em participar no concurso. A AIM achou, então, por bem dar mais hipóteses a novos escritores que queiram projectar o seu trabalho e os Açores.
Os aspirantes a escritores podem concorrer, em português, com trabalhos em prosa ou poesia. É necessário referir que cada concorrente pode participar, apenas, com um trabalho, contendo, no máximo, 200 páginas A4.
Todas as informações adicionais, assim como solicitação de consulta do regulamento, podem ser pedidas através do email de Patrícia Carreiro (patriciacarreiro577@hotmail.com), membro da AIM e júri do concurso.
A morada de recepção dos trabalhos será na sede da AIM, sita à Rua António José de Almeida, 27 1º Direito, 9500 – 053, Ponta Delgada, em São Miguel.
A AIM aceita trabalhos até 30 de Outubro de 2010, para que a 30 de Dezembro do mesmo ano possam ser divulgados os resultados do concurso.
Os mesmos serão noticiados na comunicação social e no blogue da AIM (www.ilhasemmovimento.blogspot.com). Outro local na internet a albergar as novidades do concurso será o blogue de Patrícia Carreiro, o espaço Communicare (www.patriciacarreiro.blogspot.com).
Para obter os resultados, o júri terá em conta a criatividade e inovação, a qualidade literária, a organização, coerência e coesão do texto nos trabalhos apresentados.
O vencedor será informado por carta, de forma a entrar em contacto com a AIM para se tratar do prémio a ganhar.
É de realçar o facto de que apenas um trabalho sairá vencedor, sendo certo que se algum outro texto merecer, ser--lhe-á entregue uma menção honrosa.
Nunca é demais lembrar que apenas trabalhos inéditos e nunca antes publicados ou vencedores de algum prémio poderão concorrer.
A AIM conta com a maior adesão possível dos açorianos e residentes nos Açores e pensa que o projecto já é uma aposta ganha só pelo simbolismo da própria iniciativa.
O cenário exigido para a feitura dos trabalhos é o arquipélago dos Açores, em qualquer ilha, como forma de levar mais longe o nosso nome, as nossas tradições e costumes.
Para a AIM, é importante participar num projecto destes, pois a escrita e a criatividade aliada à mesma é algo importante e relevante nos dias que correm.
Note-se que a criatividade nunca é demais quando os talentos existem. É por isso que a AIM tenciona dar continuidade ao projecto Concurso Literário “Letras em Movimento”, que tem agora a sua primeira edição.
Os açorianos que preparem a caneta e o papel e deixem fluir a imaginação e a criatividade que moram nas suas mentes, muitas vezes, mesmo sem o saberem.
Note-se que a Associação Ilhas em Movimento celebra em Agosto próximo o seu segundo aniversário, tendo já realizado diversas actividades relacionadas com a sociedade e a solidariedade. Recolha de brinquedos no Natal, entrega de material escolar, concentrações contra o abuso sexual de crianças e pela luta pela paz são apenas algumas iniciativas realizadas pela AIM, que tem como mote colocar a sociedade em movimento.
Patrícia Carreiro - Associação Ilhas em Movimento
Colaboradores:
Capa: Jorge Fontes
Música: Pedro Monteiro
Teatro e Cinema: Sérgio Paixão, Teatro de Giz
Arquitectura e Artes Plásticas: Pedro Monteiro
Ciência e Ambiente: Alexandra Simas, Maria Magalhães
Gatafunhos: Tomás Silva e Aurora Ribeiro
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Crónica
Concurso: Uma ideia para a Horta
De onde vimos? Onde estamos? Para onde vamos? São interrogações intemporais para nos posicionarmos sobre a evolução de um qualquer assunto. Hoje proponho o assunto da Reabilitação Urbana. De facto é muito recente a consciencialização quanto à evolução das cidades e do seu ambiente urbano e o que determinadas medidas e/ou necessidades da população vieram a causar, nomeadamente: desertificação dos centros históricos no que toca à sua importantíssima vertente habitacional, degradação do edificado, obsolescência das infra-estruturas, espaços verdes e de utilização colectiva, etc. Conscientes de que a cidade da Horta não foge a esta tendência, que se revela aliás a nível internacional, surgiu a proposta de promover a Reabilitação Urbana da cidade da Horta. Como? Numa primeira fase propusemos lançar um desafio aos cidadãos sob a forma de um concurso de ideias. Quem melhor do que nós, cidadãos que habitamos e fruímos a cidade da Horta no dia-a-dia para se pronunciar sobre a identificação de situações que carecem de intervenção e fazer propostas para a sua melhoria?
Com a publicação do Regime Jurídico da Reabilitação Urbana(1) a 23 de Outubro de 2009, um mês depois da aprovação em Assembleia Municipal da Área de Reabilitação Urbana da cidade da Horta(2), foi possível verificar que a preocupação do Município, nomeadamente da entidade empresarial Urbhorta em promover a Reabilitação Urbana estava bem encaminhada.
Surgiu a necessidade de estudar este novo Regime Jurídico, nomeadamente quanto ao enquadramento normativo da reabilitação urbana ao nível programático, procedimental e
de execução. Procurou-se reservar o ano de 2010 para promover medidas de informação, formação e sensibilização quanto à Reabilitação Urbana. Neste sentido, organizou-se uma acção de formação sobre este Regime Jurídico que decorreu durante o mês de Março com a duração de 14 horas, contando com a presença da Dr.ª Fernanda Paula Oliveira (3) e também o concurso de ideias, sobre o qual me proponho debruçar.
Tendo em conta que um concurso de ideias permitia associar num mesmo procedimento duas vertentes essenciais à promoção da Reabilitação Urbana, que se entendeu ser um belíssimo instrumento, nomeadamente por permitir:
- Acesso à informação sobre conceitos, dotação de ferramentas essenciais à participação e sensibilização para esta problemática;
- Promoção da cidadania participativa, associando uma acção que visa “auscultar” a percepção dos principais intervenientes actuais e futuros(4) da cidade mas também o levantamento de elementos que devem ser tidos em conta na formulação da Estratégia para a Reabilitação Urbana da Horta.
Concurso: Uma Ideia para a Horta
Apoio: Direcção Regional de Cultura
A promoção deste concurso contou com uma primeira apresentação em conferência de imprensa na Câmara Municipal da Horta a 25 de Março, que deu origem a uma série de notícias na imprensa local, à distribuição de cartazes promocionais e seguindo-se uma série de contactos junto da Escola Secundária Manuel de Arriaga e Escola Profissional da Horta para se agendarem apresentações junto dos alunos.
O prazo limite para a apresentação de propostas expirou no passado dia 18 de Junho, tendo-se verificado que, apesar do interesse inicial dos alunos e considerando que o prazo final coincidiu com a época de exames e de apresentação das provas de aptidão pedagógica e profissional não houve lugar à apresentação de propostas ao nível desta categoria. Quanto à categoria geral, houve oito inscrições, acabando por serem formalizadas cinco. Aos participantes, aqui fica um bem-haja pelo exercício de cidadania! Quanto ao que poderia ser aportado pelos estudantes, não fica perdido, uma vez que o Conselho de Administração deliberou voltar a lançar um concurso, agora destinado exclusivamente a esta categoria numa fase mais desafogada no percurso lectivo, nomeadamente em Setembro, com a sugestão de se incluir esta participação no concurso de ideias no currículo de uma, ou mais, disciplinas.
À data em que o leitor se encontre a ler esta crónica já serão conhecidas as propostas vencedoras ou estará para muito breve, sendo que a entrega de prémios está prevista para o dia 4 Julho, dia em que se celebra a cidade da Horta. E que melhor celebração da cidade do que participar na sua construção?
(1) Decreto-Lei nº 307/2009 de 23 de Outubro,
(2) ARU da Horta aprovada, com parecer favorável do IHRU, em Assembleia Municipal a 4 de Setembro de 2009 no âmbito do Regime Extraordinário de Apoio à Reabilitação Urbana, definido na Lei nº 64-A/2008 de 31 de Dezembro (Lei de Orçamento de Estado para 2009)
(3)Docente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e autora de
uma vasta obra sobre direito do urbanismo,
(4) Lançámos o concurso a dois públicos, nomeadamente: aos cidadãos em geral e aos que se encontram em formação nas escolas, ao nível do ensino secundário.
Para apresentar sugestões sobre a Reabilitação Urbana da
Horta, escreva para: gabtec@urbhorta.pt
Rita Campos - UrbHorta
Colaboradores:
Capa: Tereza Arriaga
Cinema e Teatro: Rui Santos
Arquitectura e Artes Plásticas: Dörte Gradíssimo, Fernando Nunes, José Francisco Pereira
Literatura: Maria Eduarda Rosa
Ciência e Ambiente: Pedro Monteiro, PNF
Gatafunhos: Tomás Silva
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Crónica
Indústrias Culturais e Criativas
Livro Verde é o nome dado a um documento elaborado pela Comissão Europeia com o intuito de promover a discussão e o debate sobre um determinado tópico, incentivando qualquer indivíduo e organização a contribuir e participar, resultando eventualmente na elaboração de um Livro Branco – um documento oficial onde constam uma série de propostas que mais tarde serão utilizadas como força motriz para a implementação de leis adequadas.
Com o objectivo de desenvolver o potencial das Indústrias Culturais e Criativas (ICC) surgiu um Livro Verde, publicado em Abril do ano corrente, que entre outras, levanta questões que pretendem averiguar quais são as melhores formas das ICC obterem financiamento ou como poderão estas servir de intermediárias entre as comunidades artísticas e criativas e a sociedade.
Na passada terça-feira realizou-se no auditório da Biblioteca Pública o colóquio Potenciar as Indústrias Criativas, organizado pela Direcção Regional da Cultura, onde a Associação Cultural Fazendo, representada por Pedro Lucas, apresentou diferentes propostas concretas aos desafios levantados pelo Livro Verde. Esta curta palestra estará brevemente disponível online no blog do Fazendo conjuntamente com um breve estudo sobre a Criatividade e as ICC. O propósito deste artigo é o de resumir de uma forma sucinta este estudo.
Uma breve nota histórica: No fim do século XIX a economia do mundo ocidental estava estabelecida como uma economia agrícola, não só o sector agrícola produzia o maior retorno monetário como também providenciava o maior número de empregos. Com o desenvolvimento dos meios tecnológicos a Revolução Industrial deu origem a uma mudança gradual de uma economia agrícola a uma economia industrial, de procura de mão de obra capaz de lavrar a terra à procura de mão de obra capaz de operar uma máquina, economia esta que se encontrava efectivamente estabelecida após a segunda Guerra Mundial. Contudo, nos últimos vinte anos temos assistido a uma nova mudança, agora de uma economia industrial a uma economia criativa. Enquanto no sector agrícola ou industrial o capital tomava a forma física de três sacos de batatas ou dez latas de atum, no sector criativo (que inclui as áreas de investigação, inovação, ciência, artes, cultura, etc...) o capital é maioritariamente intangível: o produto toma a forma de uma ideia. Como lidar com isto, é uma das grandes questões do Livro Verde.
Seis factos e uma constante
(1) Um ambiente estimulante leva à formação de redes neuronais mais complexas e mais estáveis (Susan Greenfield et al). Os avanços recentes na área da neurociência, em particular devido à descoberta da ressonância magnética, permitiram conduzir uma série de experiências que têm vindo lentamente a desmistificar conceitos como a consciência, a mente e a criatividade que outrora julgavam-se impossíveis de serem estudados recorrendo ao método científico. Hoje em dia sabe-se que a mente é uma construção única de cada indivíduo que depende da totalidade da sua experiência pessoal. Um ambiente estimulante faz com que as células cerebrais cresçam e criem mais ligações com outras células dando origem a diversos circuitos associativos que tomam o nome de redes neuronais. A criatividade é a capacidade humana que permite criar novas ligações entre diferentes redes, que ainda não tinham sido estabelecidas, ou seja, por outras palavras, permite ver uma determinada coisa de uma forma diferente.
(2) Não são as pessoas que vão atrás dos empregos, são as empresas que vão atrás do capital humano. Um estudo conduzido por Richard Florida et al confirmou que a escolha da cidade onde um indivíduo com formação superior quer viver precede a procura de emprego. Por esta razão as empresas tendem a deslocar-se para as cidades onde se encontra a mão de obra especializada.
(3) Existe uma correlação entre a desenvoltura cultural e o desenvolvimento económico. Através de outro estudo conduzido por Richard Florida et al concluiu-se que as cidades com uma economia em ascensão são culturalmente ricas, por outras palavras, estas cidade têm uma elevada concentração de membros da classe criativa.
(4) A confiança e o sentido comunitário, caso presentes nas empresas, conduzem à elaboração de soluções criativas. Um estudo levado a cabo por Manuel Castells et al a equipas de sucesso em inovação como a Nokia, Google ou iPhone, concluiu que a confiança entre os vários membros de uma equipa leva a uma maior troca de ideias e de informação enquanto que o sentido comunitário, a inter-ajuda e a partilha de objectivos comuns permitem uma combinação de esforços mais eficiente.
(5) A mão de obra criativa mostra um comportamento económico irracional. Um estudo feito por Dan Pink et al conclui que se escolhermos um qualquer indivíduo e oferecermos uma renumeração monetária extra em troca de maior produção, ou melhor qualidade de trabalho, em média observaremos o seguinte: se o trabalho for mecânico a renumeração leva a melhores resultados, se o trabalho envolver um mínimo de capacidade criativa a renumeração leva a piores resultados. A classe criativa é movida por autonomia, possibilidade de aperfeiçoamento das suas capacidades e por uma noção de objectivo – um propósito.
(6) A reinvenção do método escolar com base na abordagem a problemas reais e a envolvência das comunidades no sistema de ensino levam a um ambiente capaz de providenciar aos alunos um maior desenvolvimento das suas capacidades criativas (Charles Leadbeater et al).
Jardinagem da Criatividade: a visão do Fazendo:
Os factos acima apresentados levam-nos a concluir o seguinte: para que a criatividade surja é necessário criar as condições ideais. Dito de outra forma, para potenciar a criatividade é preciso vestir um “fato” de jardineiro: preparar o solo e dar condições à planta para crescer. Se puxarmos por uma tulipa com as mãos ela não cresce, mas se lhe dermos condições (luz, água, solo rico em nutrientes…) é provável que cresça. Da mesma forma, para que a criatividade surja numa cidade, é preciso que esta providencie as ferramentas, as estruturas e as estratégias necessárias. Mais concretamente é necessário instituir o espírito comunitário nas diferentes ICC; criar uma boa rede de transportes; facilitar a habitação no centro; criar pólos universitários e de formação; criar espaços de encontro entre a comunidade artística e criativa e a sociedade; criar espaços autênticos em concordância com a cultura local; combater o neo-analfabetismo; instituir a tolerância.
Algumas propostas concretas ao Livro Verde: Um resumo das propostas do Fazendo estará online dentro em breve, aqui destacamos apenas algumas:
- Encontrar métodos de envolver a sociedade nos projectos das ICC, transformando os utilizadores em criadores. A título de exemplo destacamos o projecto open source do linux ou a wikipedia – a enciclopédia que qualquer um pode modificar.
- Criar wikis* físicos como o Fazendo em que toda a comunidade pode participar dando o seu contributo para um objectivo comum – neste caso a publicação de um jornal.
- O poder local deve adjudicar de algumas das suas competências a instituições civis através da criação de protocolos. Um exemplo seria abrir a Semana do Mar à comunidade atribuindo a responsabilidade de organização de diferentes secções a diferentes grupos civis, à semelhança da entrega da organização do Festival de Teatro ao Teatro de Giz.
Jácome Armas
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O Fazendo, a maior inovação na área de new media-folclore que o mundo viu nascer num passado recente, procura um novo membro para integrar a sua equipa:
A este/a jovem ser-lhe-à incumbida uma missão da maior importância no que a salvar o mundo diz respeito.
A partilha de interesse genuíno no projecto não é essencial mas a sua ausência dá direito a exclusão automática.
Cartinha electrónica com CV e apresentação simpática para vai.se.fazendo@gmail.com até 01/10/10.

Crónica
Ao abrir Baleia! Os baleeiros dos Açores, dei-me conta que, tal como para José Henrique Azevedo, a minha relação com este livro é uma história de família, pois que as histórias de baleação, o primeiro contacto com livros como os de Robert Clarke e até o conhecer do nome de Bernard Venables se fizeram pela mão do meu avô paterno.Catarina Azevedo
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