quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Edição nº 49


Crónica

mostra LABJOVEM 2010

E a Mostra LABJOVEM chega ao Faial. Depois de São Miguel e Terceira, a exposição colectiva dos trabalhos seleccionados em 2009 no âmbito do LABJOVEM – Concurso de Jovens Criativos dos Açores, estará patente na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça de 12 de Novembro a 5 de Dezembro de 2010.
O LABJOVEM – Concurso de Jovens Criadores dos Açores é um programa promovido Governo Regional dos Açores, através da Direcção Regional da Juventude, com organização da Associação Cultural Burra de Milho, cujo objectivo é o incentivo e promoção da criatividade dos jovens açorianos. E tem-no sido. Não só porque tem havido cada vez mais concorrentes e interessados nas edições futuras – da 1ª à 2ª edição houve uma duplicação de concorrentes –, como também têm surgido oportunidades de exposição dos trabalhos seleccionados, como foi o caso da Semana Açoriana no Teatro São Luiz, em Lisboa, que contou com trabalhos de seleccionados em ambas as edições do LABJOVEM, e a apresentação do seleccionado de música e vídeo em New Bedford.
Inicia-se, ao mesmo tempo que se prepara a 3ª edição do concurso, a fase das bolsas de estudo atribuídas aos primeiros seleccionados das onze áreas concorrentes. Na primeira edição, os seleccionados tiveram a oportunidade de receber formação (no continente português, Itália, Inglaterra, Estados Unidos da América e Argentina) nas suas respectivas áreas de criatividade. Em 2011, coincidente também com a fase de entrega de candidaturas da 3ª edição, decorrerá a fase das bolsas de estudo, as quais permitirão ser uma ajuda na formação e no percurso criativo dos jovens seleccionados, permitindo o desenvolvimento de competências e o contacto com novas realidades culturais e criativas.
É na Horta que se encerra o ciclo da exposição, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça; e é no Clube Naval que serão apresentados os seleccionados de música Flávio Cristóvam & the Jamandizen Band, da Terceira e, tocando em casa, os Wicked Jamaica, do Faial.
É na Horta que serão apresentados alguns dos trabalhos criativos que os jovens açorianos têm produzido e que, no caso do LABJOVEM, submeteram à apreciação de um júri idóneo que os seleccionou como representativos da modernidade e contemporaneidade cultural dos Açores.
A não perder.

Rogério Sousa - Presidente da Ass. Cultural Burra de Milho

Colaboradores:

Capa: Margarida Madruga
Página 2 e Cinema: Fernando Nunes
Artes Plásticas: Ana Correia
Ciência e Ambiente: José Nuno Pereira, Fernando Tempera e PNF
Gatafunhos: Tomás Silva

Clicando no quadro seguinte poderá folhear, ler ou fazer download do jornal para o seu computador:

Edição nº 48


Crónica

Elementos Fabulosos da Cidade da Horta

Vamos chamar-lhe Huerter. Joss van Huerter. Nasce na Flandres, actual Bélgica, em mil quatrocentos e trinta. Em mil quatrocentos e sessenta e cinco veleja com quinze companheiros para a ilha de S. Luís dos Açores, antes das faias-das-ilhas a tornarem Faial. Huerter aporta à procura de prata e estanho. Relatos de cartógrafos, contadores de histórias e marinheiros dão a ilha como rica em metais preciosos. Fica um ano. Depois, parte, regressa e não volta a partir. Vamos dizer que organiza o povoamento da ilha. Que desenha as ruas da cidade atlântica, estipulando-lhe a vista para o Pico; que a defende de ataques de corsários. De Huerter a cidade toma o nome adocicado: Horta. Que terra senão a ilha é o lugar do navegante?
A vinte e quatro de Julho de mil novecentos e setenta e quatro, o marinheiro belga Jacques Brel parte a velejar à volta do globo. A bordo do Askoy, faz escala nas ilhas Scilly, a sudoeste da Cornualha inglesa, antes de aportar na Horta a um de Setembro. Na marina, Brel adoece e a história conhece-se bem: o médico Decq Mota, português dos Açores de ascendência belga, é chamado a assisti-lo. Não o reconhece de imediato mas sabendo-o compatriota convida-o a almoçar em sua casa. Brel acede ao convite. Sente-se bem ali. Durante duas semanas permanece na ilha. Depois, parte outra vez para o mundo, numa odisseia que acabará no Pacífico, em Hiva Oa, ao lado de Gaugin que lá chegara setenta e um anos antes. A errância é a maior das liberdades.
Hoje sabemos que a passagem de Brel pela Horta trazia já uma ideia de despedida. Talvez aí more todo seu fascínio. Diz-se que é por causa desta melancolia que os primeiros acordes de La Chanson Des Vieux Amants fazem mais sentido quando, ao passar pelas águas tranquilas da enseada, se parte da Horta para qualquer lugar. Bien sûr nous eûmes des orages.
A dez de Julho de mil novecentos e sessenta e sete, o italiano Hugo Pratt desenhou pela primeira vez o marinheiro Corto Maltese. Criou-lhe uma história: Corto nasceu em Malta a dez de Julho de mil oitocentos e oitenta e sete, filho de uma cigana andaluza e de um marinheiro da Cornualha, sabedor de lendas célticas e apreciador de whisky irlandês. Pratt é um profundo admirador de uma ideia de desordem natural das coisas. Interessa-lhe, diz, “encontrar todos estes elementos fabulosos que parecem saídos da imaginação”: um marinheiro belga veleja para uma cidade fundada por um belga e é assistido por um médico de origem belga. A lenda diz-nos que a ilha açoriana para onde o marinheiro belga viaja fazia parte da Atlântida. As ilhas Scilly, onde o marinheiro belga aportara antes, faziam parte do arquipélago imaginário de Lyonesse. E Pratt, agregador destes elementos, perdeu-se um dia de amores por Anne Frognier, uma mulher de ascendência belga. Diz-se até que lhe terá escrito um postal da Horta onde mencionava o encanto do barulhar desordenado dos barcos na marina.

Eduardo Brito

Colaboradores:

Capa: Ilustrações do projecto Moviment'arte
Cinema e Dança: Pedro Rosa
Música: Fernando Nunes
Ciência e Ambiente: Rui Prieto e PNF
Gatafunhos: Tomás Silva

Clicando no quadro seguinte poderá folhear, ler ou fazer download do jornal para o seu computador:

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Edição nº47



Colaboradores:

Capa: Catarina Krug
Artes Plásticas: Ana Correia, Tomás Melo
Literatura: Ágata Biga
Ciência e Ambiente: Márcia Dutra, PNF
Gatafunhos: Tomás Silva

Clique aqui para obter a versão completa do jornal: Edição 47

Ou clique em baixo para ler online:

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Edição nº46



Crónica

Hortelã, Alecrim

No meu primeiro ano de curso, na cadeira de Antropologia, após a definição das bases de trabalho para um trimestre, foram formados grupos de alunos de acordo com as temáticas propostas. Nessa divisão coube-me em sorte, a mim e a mais duas colegas, um “ estágio” num mercado do Porto, o Mercado do Bom Sucesso; mercado dos anos 50, de arquitectura modernista (inovadora estrutura de abóbada de betão vidrada), situado na zona da Boavista, sendo a sua implantação neste local decorrente do processo de policentralidade que a cidade conheceu por essa altura.

O trabalho consistia na observação diária, em horário matinal, com duração de três meses, e respectivo relatório circunstanciado, lá para o final. Nós, as três alunas, ficámos perplexas quanto ao trabalho que teríamos de apresentar e questionámos a professora:

“Então e só observar assim, a seco? Nem umas entrevistazinhas aos vendedores?”

“Não, nada de entrevistas. Vocês ainda estão muito verdes.”

E estávamos. Tão verdes que nas nossas ocas cabeças não havia vislumbre de nada a realçar. Debruçadas num varandim do mercado, dias a fio, vendo o fluir daquela vida por dentro, olhando para tudo o que se passava mas sentindo-nos na mais completa orfandade, descrentes e incapazes de levar a bom termo tal trabalho. E aos poucos, fomos perscrutando, questionando, analisando, problematizando e, de gerúndio em gerúndio lá fizemos o trabalho escolar mas, mais do que isso, aprendemos que tudo contém em si o que valha a pena ser visto.

Muitos anos e muitas voltas depois, encontro--me, vai para um ano, no mercado da Horta. E por cima de latitudes, mares, tempos e espaços, e num registo diferente daquele que outrora o rigor do trabalho académico me obrigava mas, contudo, com o lastro que a academia me foi inculcando, aqui me venho encontrar, num arremedo de “observação participante”.
Entremos neste mercado com a data de 1933 afixada. Deixemos a data e o contexto. O “mercado” é intemporal. Não pretendendo escalpelizar as dimensões de análise, vamos situar o “mercado” na sua componente principal, que atravessa os tempos e se mantém inalterável - o seu significado espacial e sócio-cultural. Na sua génese, este é (às vezes a par com outras instituições) o epicentro de qualquer agregado populacional que, pela sua dimensão, seja entronizada a burgo ou a cidade, tanto faz. É através da troca de bens e serviços e do local onde esta acontece que a cidade gravita. O “mercado” ocupando um espaço de centralidade funciona como local de troca de mercadorias e local de confluências. Espaço transversal em termos de estratificação social, possibilita nas dinâmicas interpessoais que o conceito de “troca” tenha aí toda a sua abrangência,

Troca de bens, de palavras, de ideias. No lugar mais chão da existência, onde coabitam o ócio e o negócio, o “mercado” é por excelência o local onde se representa a “vida” porque é sobre o signo do quotidiano que ela melhor se revela. Ao longo do tempo o “mercado” vai perdendo o seu carácter de unicidade no confronto com novos locais de comércio bem como o seu pendor de espaço aglutinador da comunidade.

E com um salto no tempo (nunca e assim tão grande quando a recordação está viva) o Mercado da Horta também, como os demais, enfermou da realidade avassaladora do “progresso” e encontra-se em processo de definhamento ao qual não é alheio o concomitante desinvestimento na agricultura local.

Mas, apesar de tudo, o mercado permanece fisicamente no seu posto. Ainda lá moram os vendedores do Pico que o presenteiam com legumes e pitoresco. Ainda tem plátanos frondosos e portões abertos às gentes da terra. Embora tendo perdido relevância social e comercial em prol das novas catedrais de consumo (com as quais não pode almejar ser concorrencial), perdura, contudo, no nosso imaginário colectivo talvez com o cunho romântico da feira medieval feita ao ar livre, numa representação saudosa de uma vida chã.

Todos ouvimos dizer a quem ruma a outras paragens que, quando chega a uma cidade, vai visitar o mercado local. Toda a gente tem na ideia que aí vai, por certo, sentir o pulsar da terra, sentir como se vive o dia-a-dia ou seja, a vida comezinha de todos os “outros” que somos nós. O “outro”, na sua vida sem arrebiques, que vende, que compra, que procura o que diariamente consome, as conversas personalizadas com o comerciante que conhece e o conhece, em suma, o que se chama o pequeno comércio ou o comércio tradicional, o qual, muito embora, tão enfatizado no “politicamente correcto”, vai sofrendo progressivas machadadas numa época em que se prefigura a insensata abertura das grandes superfícies aos domingos e feriados (onde já nem a igreja nos salva nos dias “santos de guarda“ que fará a temporal “semana à inglesa”?).

Assim, o “mercado” não tendo o fulgor de outras épocas, deveria conservar a pujança da sua dimensão identitária. O aconchego de sermos “nós”, o sabor das nossas entranhas, uma amostra da nossa terra-Topos e das colheitas da nossa terra-Húmus. Não é só mais um local da cidade. É um local onde a vida comum se cumpre. Arranja-se por aí coisa mais pós-moderna?

Então porque deixamos estiolar o mercado? Porque não o recriamos, o reconceptualizamos em vez de deixar morrer o que sabemos, oh bem sabemos que nos deixara saudades.

E muito a propósito a questão prosaica mas indispensável do estacionamento. Todos sabemos que este é um importante contributo para o incremento destas estruturas “comerciais” porquanto as questões das acessibilidades são fundamentais. Não poderá a Câmara comprar terreno contíguo ao actual estacionamento ou, vá lá, o mesmo ser oferecido à cidade por alma filantrópica? Nós passamos e os sítios perduram. Vender, dar, trocar, comprar é tudo igual, só difere a unidade monetária (sendo o afecto um valor não despiciendo). Ideias, pois, precisam-se que o Faial agradece.

Paula Bacelar

Colaboradores:

Capa: Patchwork de Patrícia Smith
Artes Plásticas: Ana Correia, Fernando Nunes
Literatura: Fernando Nunes
Ciência e Ambiente: Mário Rui Pinho
Gatafunhos: Tomás Silva

Clique aqui para obter a versão completa do jornal: Edição 46

Ou clique em baixo para ler online:

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Edição nº45

Editorial
Fazendo - Série III


Durante uma época em que se colhem os frutos do que outrora se semeou,
nasce um novo Fazendo com maior ímpeto e maior força, esperamos nós, também
fruto de uma história de escrita contínua de quase dois anos. Após um mês de
reconstrução e reestruturação o Fazendo surge com um design fresco e apelativo,
produto da criatividade de Nuno Brito e Cunha, e um modo de funcionamento mais
dinâmico através de uma gestão em cooperação dos conteúdos temáticos, isto é, a
gestão de cada página temática é feita agora por dois coordenadores.

Para além disto, de forma a dar a conhecer o trabalho de vários talentos
emergentes na área de fotografia e estimular o desenvolvimento desta
arte no seio da comunidade local, o Fazendo dá hoje início a um ciclo de exposições
intitulado zendoPics destinado a jovens fotógrafos(as) faialenses ou residentes na ilha
do Faial. A primeira exposição deste ciclo tem por nome “Mulheres”, da autoria de
Catarina Krug (ver pág.3) e estará patente na C.A.S.A. até dia 10 de Outubro. Os
interessados em exporem o seu trabalho devem consultar o regulamento que se
encontra agora online no blog do Fazendo.
Esperamos que apreciem este novo formato do jornal Fazendo e deixamos
aqui uma vez mais um convite a colaborarem na escrita desta história que se quer cada
vez mais pluralista, activa e abrangente.

Jácome Armas

Colaboradores:
Capa: Nuno Brito e Cunha com foto de Vergílio Ferreira
Artes Plásticas:
Ana Correia, Pedro Monteiro
Cinema e Teatro: Fernando Nunes
Música: Victor Rui Dores

Gatafunhos: Tomás Silva
Auróscopo: Aurora Ribeiro

Clique aqui para obter a versão completa do jornal:

Ou clique em baixo para ler online: Edição 45


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

zendoPics apresenta "Mulheres" de Catarina Krug

A Associação Cultural Fazendo organiza partir de Setembro do presente ano até Junho de 2011 um ciclo de exposições dedicadas a jovens fotógrafos naturais ou residentes no Faial. Tem-se como objectivo com este ciclo dar a conhecer, em formato físico e em espaços públicos, o trabalho dos vários talentos emergentes nesta área quer sejam amadores ou profissionais.

Para além da necessária residência (pelo período de pelo menos 9 meses) ou naturalidade na ilha do Faial os proponentes não devem ultrapassar os 39 anos de idade até ao primeiro dia de Junho de 2011. As exposições serão individuais pretendendo-se que cada uma ocupe um lugar diferente da cidade da Horta durante sensivelmente um mês.

Poderão tomar o habitual formato de exposição ou ser mostradas sob a forma de uma instalação, e ter lugar quer em espaços fechados ou na rua.

Todos os interessados deverão enviar um portfolio digital (min. 5 fotografias) e uma pequena biografia para vai.se.fazendo@gmail.com. Em caso de existência de uma temática ou conceito para a exposição deverão também fazer acompanhar a proposta de uma descrição do projecto.


zendoPics #1

Mulheres

Catarina Krug


"Mulheres" é o título da primeira exposição de Catarina de Noronha Krug Marques da Silva. Nascida na ilha do Faial a 7 de Novembro de 1989 tornou-se uma apaixonada pelas artes, nomeadamente a música/dança, pintura e a fotografia, e pela natureza. Em 2009 ganha o 1º prémio de pintura e o 3º prémio de fotografia do concurso Porto PimTado e em 2010 recebe o 2º lugar de fotografia no concurso "The Urban Pet", organizado pela Cesman-Hill's.

É desde 2007 estudante de Medicina Veterinária.


Pode ver as fotos on-line em http://olhares.aeiou.pt/CatarinaK.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Rentrée Fazendo


Caros Senhores(as),

O Fazendo, revista da especialidade em Bricolage, está de volta para a temporada 2010/2011. No design da nova campanha de ferramentas contámos com a excelente colaboração de Nuno Brito e Cunha, especialista em decoração do lar - www.nunobritoecunha.com. Um grafismo fresco e excelso que lhe permitirá prazenteiramente consultar não só as mais recentes novidades, como a história daqueles utensílios de corte, costura e plainagem, sem os quais a sua vida não seria tão colorida.

Para o lançamento da nova campanha convidámos um elevado número de publicitários, vendedores e assistentes de loja ao seu dispor para uma super-festa com super produtos a ter lugar no Centro de Atendimento Seguro e Automático (vulgo C.A.S.A.) a partir das 21h30 do dia 10 de Setembro, sexta-feira. Tudo completamente grátis. Durante o serão terão lugar inúmeras demonstrações de uma varíadissima gama de artigos de bricolage, decoração e exploração interplanetária:

Abertura da exposição de passe-partouts contemporâneos
Catarina Krug, creative developer das mercearias AKI
Demonstração de artigos para actividades outdoor
César Lima, director de branding de uma prestigiada marca de malabares
Poética de marketing
Albino e Fernando Nunes, sales account sénior e styling developer, respectivamente, de uma famosa casa de parafusos no continente
Retrospectiva de vídeos publicitários para equipamento de churrasco
Albino, copy freelancer para equipamento de jardinagem
Tomás Silva, consultor em trade marketing para uma empresa de electrodomésticos no estrangeiro
Concerto de bluegrass
The Velmans, vencedores do último festival Jardim Black & Decker
Outras acções de surprise marketing
Sponsors oficiais

Não deixe de divulgar este incrível evento recheado das mais recentes novidades no mundo da bricolage e dos power brownies, onde poderá ter contacto em primeira mão com a nova edição da revista de referência do seu hobbie doméstico favorito.





*O jornal cultural Fazendo está volta de com um novo design que será apresentado na C.A.S.A. no próximo dia 10 de Setembro a partir das 22h00. Durante o serão será inaugurado ciclo de exposições zendoPics, dedicado jovens fotógrafos faialenses, e que estreia com uma mostra de Catarina Krug (em anexo). Serão também apresentadas performances de teatro de rua, poesia, vídeo e música clássica. A noite terminará com um concerto do grupo The Velmans.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Edição nº 44


Crónica
Fazendo - Capítulo II

Com este número do Fazendo encerra-se o segundo capítulo desta estória colectiva. Não vamos a banhos mas aproveitamos a época estival para preparar a próxima etapa dum percurso conjunto cada vez mais sólido. Solidez que resulta da crescente pluralidade de vozes que tem decidido embarcar nesta aventura potenciando a multiplicidade de informação partilhada, permitindo uma discussão mais ampla e mais abrangente, e contribuindo assim para uma melhor reflexão cultural e social orientada para o desenvolvimento local e regional.
Estória, dizíamos no início, porque até fazer parte do passado, e constituir história, a inscrição dos acontecimentos no tempo é o resultado de uma acção colectiva com capacidades transformativas alimentadas pela imaginação. À nossa dimensão, assumimo-nos como um catalisador dessa imaginação que alimenta a mudança (ou, porque não, a sedimentação) e que ajuda a construír uma sociedade que se quer mais consciente e mais equilibrada.
Neste percurso, e fruto da nossa inocência, temos também um sonho (diz o poeta que comanda a vida e nós acreditamos): o sonho de quinze mil pessoas - mais ou menos - a participar na escrita desta estória.
Esperamos vê-lo em Setembro.


Pedro Lucas

Colaboradores:
Capa: Aurora Ribeiro
Música:
Pedro Monteiro
Teatro e Cinema: Fernando Nunes, Samuel Andrade
Arquitectura e Artes Plásticas: Ana Correia, CMH, Margarida Madruga, Rita Braga
Literatura: Luís São Bento
Ciência e Ambiente: Sara Soares, Sofia Matros, Tomás Silva

Gatafunhos: Tomás Silva

Clique aqui para obter a versão completa do jornal: Edição nº 44

Ou clique em baixo para ler online:


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Edição nº 43



Crónica
Pelo Movimento da escrita


Iniciativas relacionadas com a escrita e com a leitura são sempre bem-vindas na nossa Região, como em qualquer outra parte do país e até do mundo.
Foi com essa linha de pensamento que a Associação Ilhas em Movimento (AIM) (www.ilhasemmovimento.blogspot.com) resolveu criar um concurso literário.
A ideia surgiu de uma conversa casual entre os membros da associação. Deste momento de palavras soltas nasceu o I Concurso Literário “Letras em Movimento”. O nome veio do Presidente da AIM, Ricardo Pacheco, que, tal como os outros membros, entende que esta arte deve ser um movimento frequente e desejado por todos os açorianos.
É verdade que já existem concursos dentro desta linha de trabalhos, mas quanto mais oportunidades, mais talentos. Assim sendo, a AIM criou este projecto para todos os açorianos, residentes nos Açores e açorianos que vivam fora da Região. A referida associação acredita que os talentos açorianos são uma mais-valia para o Arquipélago, o que a leva a despoletar actividades desta índole.
Além disso, é importante salientar que o concurso também está ligado à luta da AIM contra o analfabetismo e contra a iliteracia. O objectivo da AIM é levar as pessoas a escreverem mais, a lerem mais, a serem mais criativas.
A motivação dos concorrentes deve ser, além do gosto pela escrita, a possibilidade de editar o trabalho vencedor ou então receber um prémio monetário no valor de 500 euros.
Esta iniciativa tem como parceiro o EscreVIVER (n) os Açores, sendo o mentor do projecto, Pedro Chagas Freitas, e a coordenadora local do projecto, Patrícia Carreiro, júris do referido concurso. O terceiro membro do júri ainda está por confirmar, mas a organização tenciona que seja um escritor açoriano.
No regulamento do concurso pode se ler que a AIM tem como objectivo levar a escrita açoriana mais longe, fomentar e consolidar hábitos de escrita e de leitura, promover a criatividade e a imaginação e divulgar novos autores açorianos.

A associação estipulou um limite a nível de idades para os concorrentes, como habitualmente acontece nestes casos. Assim sendo, podem concorrer interessados com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos. O limite da idade foi aumentado, uma vez que muitas pessoas com idades fora do pedido mostraram interesse em participar no concurso. A AIM achou, então, por bem dar mais hipóteses a novos escritores que queiram projectar o seu trabalho e os Açores.
Os aspirantes a escritores podem concorrer, em português, com trabalhos em prosa ou poesia. É necessário referir que cada concorrente pode participar, apenas, com um trabalho, contendo, no máximo, 200 páginas A4.
Todas as informações adicionais, assim como solicitação de consulta do regulamento, podem ser pedidas através do email de Patrícia Carreiro (patriciacarreiro577@hotmail.com), membro da AIM e júri do concurso.
A morada de recepção dos trabalhos será na sede da AIM, sita à Rua António José de Almeida, 27 1º Direito, 9500 – 053, Ponta Delgada, em São Miguel.
A AIM aceita trabalhos até 30 de Outubro de 2010, para que a 30 de Dezembro do mesmo ano possam ser divulgados os resultados do concurso.
Os mesmos serão noticiados na comunicação social e no blogue da AIM (www.ilhasemmovimento.blogspot.com). Outro local na internet a albergar as novidades do concurso será o blogue de Patrícia Carreiro, o espaço Communicare (www.patriciacarreiro.blogspot.com).
Para obter os resultados, o júri terá em conta a criatividade e inovação, a qualidade literária, a organização, coerência e coesão do texto nos trabalhos apresentados.
O vencedor será informado por carta, de forma a entrar em contacto com a AIM para se tratar do prémio a ganhar.
É de realçar o facto de que apenas um trabalho sairá vencedor, sendo certo que se algum outro texto merecer, ser--lhe-á entregue uma menção honrosa.
Nunca é demais lembrar que apenas trabalhos inéditos e nunca antes publicados ou vencedores de algum prémio poderão concorrer.
A AIM conta com a maior adesão possível dos açorianos e residentes nos Açores e pensa que o projecto já é uma aposta ganha só pelo simbolismo da própria iniciativa.
O cenário exigido para a feitura dos trabalhos é o arquipélago dos Açores, em qualquer ilha, como forma de levar mais longe o nosso nome, as nossas tradições e costumes.
Para a AIM, é importante participar num projecto destes, pois a escrita e a criatividade aliada à mesma é algo importante e relevante nos dias que correm.
Note-se que a criatividade nunca é demais quando os talentos existem. É por isso que a AIM tenciona dar continuidade ao projecto Concurso Literário “Letras em Movimento”, que tem agora a sua primeira edição.
Os açorianos que preparem a caneta e o papel e deixem fluir a imaginação e a criatividade que moram nas suas mentes, muitas vezes, mesmo sem o saberem.
Note-se que a Associação Ilhas em Movimento celebra em Agosto próximo o seu segundo aniversário, tendo já realizado diversas actividades relacionadas com a sociedade e a solidariedade. Recolha de brinquedos no Natal, entrega de material escolar, concentrações contra o abuso sexual de crianças e pela luta pela paz são apenas algumas iniciativas realizadas pela AIM, que tem como mote colocar a sociedade em movimento.

Patrícia Carreiro - Associação Ilhas em Movimento

Colaboradores:
Capa: Jorge Fontes
Música:
Pedro Monteiro
Teatro e Cinema: Sérgio Paixão, Teatro de Giz
Arquitectura e Artes Plásticas: Pedro Monteiro
Ciência e Ambiente: Alexandra Simas, Maria Magalhães

Gatafunhos: Tomás Silva e Aurora Ribeiro

Clique aqui para obter a versão completa do jornal: Edição nº 43

Ou clique em baixo para ler online:



segunda-feira, 5 de julho de 2010

Edição nº 42


Crónica
Concurso: Uma ideia para a Horta


De onde vimos? Onde estamos? Para onde vamos? São interrogações intemporais para nos posicionarmos sobre a evolução de um qualquer assunto. Hoje proponho o assunto da Reabilitação Urbana. De facto é muito recente a consciencialização quanto à evolução das cidades e do seu ambiente urbano e o que determinadas medidas e/ou necessidades da população vieram a causar, nomeadamente: desertificação dos centros históricos no que toca à sua importantíssima vertente habitacional, degradação do edificado, obsolescência das infra-estruturas, espaços verdes e de utilização colectiva, etc. Conscientes de que a cidade da Horta não foge a esta tendência, que se revela aliás a nível internacional, surgiu a proposta de promover a Reabilitação Urbana da cidade da Horta. Como? Numa primeira fase propusemos lançar um desafio aos cidadãos sob a forma de um concurso de ideias. Quem melhor do que nós, cidadãos que habitamos e fruímos a cidade da Horta no dia-a-dia para se pronunciar sobre a identificação de situações que carecem de intervenção e fazer propostas para a sua melhoria?
Com a publicação do Regime Jurídico da Reabilitação Urbana(1) a 23 de Outubro de 2009, um mês depois da aprovação em Assembleia Municipal da Área de Reabilitação Urbana da cidade da Horta(2), foi possível verificar que a preocupação do Município, nomeadamente da entidade empresarial Urbhorta em promover a Reabilitação Urbana estava bem encaminhada.
Surgiu a necessidade de estudar este novo Regime Jurídico, nomeadamente quanto ao enquadramento normativo da reabilitação urbana ao nível programático, procedimental e
de execução. Procurou-se reservar o ano de 2010 para promover medidas de informação, formação e sensibilização quanto à Reabilitação Urbana. Neste sentido, organizou-se uma acção de formação sobre este Regime Jurídico que decorreu durante o mês de Março com a duração de 14 horas, contando com a presença da Dr.ª Fernanda Paula Oliveira (3) e também o concurso de ideias, sobre o qual me proponho debruçar.
Tendo em conta que um concurso de ideias permitia associar num mesmo procedimento duas vertentes essenciais à promoção da Reabilitação Urbana, que se entendeu ser um belíssimo instrumento, nomeadamente por permitir:

- Acesso à informação sobre conceitos, dotação de ferramentas essenciais à participação e sensibilização para esta problemática;
- Promoção da cidadania participativa, associando uma acção que visa “auscultar” a percepção dos principais intervenientes actuais e futuros(4) da cidade mas também o levantamento de elementos que devem ser tidos em conta na formulação da Estratégia para a Reabilitação Urbana da Horta.
Concurso: Uma Ideia para a Horta
Apoio: Direcção Regional de Cultura

A promoção deste concurso contou com uma primeira apresentação em conferência de imprensa na Câmara Municipal da Horta a 25 de Março, que deu origem a uma série de notícias na imprensa local, à distribuição de cartazes promocionais e seguindo-se uma série de contactos junto da Escola Secundária Manuel de Arriaga e Escola Profissional da Horta para se agendarem apresentações junto dos alunos.
O prazo limite para a apresentação de propostas expirou no passado dia 18 de Junho, tendo-se verificado que, apesar do interesse inicial dos alunos e considerando que o prazo final coincidiu com a época de exames e de apresentação das provas de aptidão pedagógica e profissional não houve lugar à apresentação de propostas ao nível desta categoria. Quanto à categoria geral, houve oito inscrições, acabando por serem formalizadas cinco. Aos participantes, aqui fica um bem-haja pelo exercício de cidadania! Quanto ao que poderia ser aportado pelos estudantes, não fica perdido, uma vez que o Conselho de Administração deliberou voltar a lançar um concurso, agora destinado exclusivamente a esta categoria numa fase mais desafogada no percurso lectivo, nomeadamente em Setembro, com a sugestão de se incluir esta participação no concurso de ideias no currículo de uma, ou mais, disciplinas.
À data em que o leitor se encontre a ler esta crónica já serão conhecidas as propostas vencedoras ou estará para muito breve, sendo que a entrega de prémios está prevista para o dia 4 Julho, dia em que se celebra a cidade da Horta. E que melhor celebração da cidade do que participar na sua construção?
(1) Decreto-Lei nº 307/2009 de 23 de Outubro,
(2) ARU da Horta aprovada, com parecer favorável do IHRU, em Assembleia Municipal a 4 de Setembro de 2009 no âmbito do Regime Extraordinário de Apoio à Reabilitação Urbana, definido na Lei nº 64-A/2008 de 31 de Dezembro (Lei de Orçamento de Estado para 2009)
(3)Docente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e autora de
uma vasta obra sobre direito do urbanismo,
(4) Lançámos o concurso a dois públicos, nomeadamente: aos cidadãos em geral e aos que se encontram em formação nas escolas, ao nível do ensino secundário.

Para apresentar sugestões sobre a Reabilitação Urbana da
Horta, escreva para: gabtec@urbhorta.pt

Rita Campos - UrbHorta

Colaboradores:
Capa: Tereza Arriaga
Cinema e Teatro:
Rui Santos
Arquitectura e Artes Plásticas: Dörte Gradíssimo, Fernando Nunes, José Francisco Pereira
Literatura: Maria Eduarda Rosa
Ciência e Ambiente: Pedro Monteiro, PNF

Gatafunhos: Tomás Silva


Clique aqui para obter a versão completa do jornal: Edição nº 42

Ou clique em baixo para ler online: